segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O medo do Desconhecido

Contam as lendas que um dia um espião foi preso e condenado à morte pelo general do exército árabe.
Sua sentença era o fuzilamento, mas o general tinha um hábito diferente e sempre oferecia ao condenado outra opção. E essa outra opção era escolher entre enfrentar o pelotão de fuzilamento ou entrar por uma porta preta.
Com a aproximação da hora da execução o general ordenou que trouxessem o espião à sua presença para uma breve entrevista.
Diante do condenado, fez a seguinte pergunta: o que você quer - a porta preta ou o fuzilamento?
A escolha não era fácil, por isso o prisioneiro ficou pensativo e, só depois de alguns minutos, deu a resposta: prefiro o fuzilamento.
Depois que a sentença foi executada o general virou-se para o seu ajudante e disse: “assim é com a maioria dos homens. Preferem o caminho conhecido ao desconhecido”.
E o que existe atrás da porta preta? Perguntou o ajudante.
A liberdade, respondeu o general. E poucos foram os homens corajosos que a escolheram.
Essa é uma das mais fortes características do ser humano: optar sempre pelo caminho conhecido, por medo de enfrentar o desconhecido.
Geralmente as pessoas não abrem mão da acomodação que uma situação previsível lhes oferece. É mais fácil ficar com a segurança do que já se sabe do que aventurar-se a investigar novos caminhos.
Pense nisso!
Nem sempre o caminho já batido por muitos é o caminho que nos conduzirá à liberdade.
Nem sempre nadar a favor da correnteza é indício de chegada a um porto seguro.
Às vezes, é preciso abrir trilhas ainda desconhecidas da maioria, mesmo que tenhamos que seguir só.
Por vezes, é preciso nadar contra a corrente, optar pela porta estreita, para que se possa vislumbrar um mundo livre, feliz, sem constrangimentos que tolhem a liberdade e infelicitam os seres.

Isha nos fala: Como amar sem machucar


"Em nome do amor se cometem muitos atropelos e abusos. O amor tudo pode, mas às vezes isso nos faz perder a dignidade e o amor próprio (auto-estima). Como amar, perdoar e colocar limites de cada vez?"

A mim não me soaria isso como amor. Soa como um apego crônico. "Faça o que quiseres, mas por favoooor continue me amando".
Então como eu conserto isso? Amando-me a mim mesmo(a). Transformando-me em algo que é muito precioso(a), que é importante e que merece todo o amor do mundo! Não é algo que está mendigando amor e que toleraria absolutamente tudo pelo medo de ser abandonado(a) inclusive todo esse sofrimento.
A primeira coisa que tens que fazer é ter clareza: o que é o amor? Porque isto não é amor.
O amor é uma energia e é um lugar muito seguro, muito profundo. É um lugar que todo mundo sabe. Um lugar de omniscência e de totalidade. E este lugar quer ser nutrido com cada vez mais amor, com mais e mais grandeza. Não quer algo que o danifique. Não quer algo que não o empurre para mais grandeza e que não o apóie. Isto não é amor. Isto não é amor.
Então encontre o amor e logo conhecerás o comportamento do amor. E tem que vir daqui (do coração). Não é um conjunto de regras. Quando você se transforma neste amor, esta é a coisa mais importante. E tudo aquilo que não esteja apoiando este amor, você irá rejeitar ou remover. Porque isto não é mais para você. Sim?
Então não use o nome do amor equivocadamente. Assegure-te do que é o amor e não simplesmente necessidade crônica.
                       POLARIDADE E SOMBRA !



       A nossa consciência divide e classifica tudo em pares opostos..
Devido a nossa consciência polarizada anulamos a nossa percepção do
Todo, e passamos a enxergar um pólo após o outro, que cria o fenômeno
do ritmo, do tempo e do espaço; mas dificilmente podemos ver os dois
pólos simultaneamente. “A polaridade é uma porta em que um dos lados
está escrito Entrada, e no outro Saída”.
O aspecto aceito da polaridade é expresso no comportamento e integrado
à nível da consciência. O pólo rejeitado é expulso para a sombra.
Assim, aprendemos a projetar no outro, no exterior, tudo que não
gostamos, e deste modo criamos a nossa sombra – a sombra da nossa
consciência.
Ela se compõe, portanto, de todos os princípios que o Eu não quis
integrar, e nesse sentido sombra e exterior são idênticos.
Entretanto, por trás desta aparente polaridade existe a unidade, a
dimensão abrangente, em que os opostos ainda estão indiferenciados um
do outro.
A busca da Unidade implica em querer encontrar com a nossa sombra,
refletida no mundo externo, entretanto o reflexo só tem utilidade para
quem quer se ver refletido no espelho.

       TODOS OS CAMINHOS DE CURA OU DE INICIAÇÃO NADA MAIS SÃO DO QUE UM
ÚNICO CAMINHO QUE LEVA DA POLARIDADE À UNIDADE.
       A FERRAMENTA PARA UNIR OS OPOSTOS CHAMA-SE AMOR, E AMOR É
CONSCIÊNCIA.

                                                       (Astrologia – Alice Ribeiro)
   
                                              OSHO - Corpo e mente em equilibrio


...         
Um místico sufi estava viajando. Toda noite, ele agradecia à existência:
“Você fez tanto por mim e não fui capaz de retribuir, nunca sou capaz de retribuir”. Seus discípulos ficavam um pouco revoltados, porque algumas vezes a vida era extremamente dura.
O místico sufi era um rebelde. Aconteceu de ficarem três dias sem comida porque, em toda aldeia por onde passavam, eram rechaçados por não serem muçulmanos ortodoxos. Tinham se juntado a um grupo rebelde de sufis. As pessoas não lhes davam abrigo para passarem a noite e, por isso, tinham de dormir no deserto. Tinham fome e sede há três dias. Ainda assim na oração vespertina, o místico sempre dizia à existência:
- Estou tão grato. Você nos tem concedido tanto e nós sequer retribuímos.
Um dos discípulos disse:
-Ela não nos dá tanto assim. Diga-nos, por favor, o que a existência nos concedeu nesses últimos três dias. Você está agradecendo à existência pelo que ?
O ancião deu uma risada e disse:
- Você ainda não se deu conta do que a existência nos concedeu. Esses três dias têm sido muito significativos para mim. Estou com fome, sede e não tenho abrigo; fomos rejeitados, condenados. Atiraram pedras em nós e tenho me observado – nenhuma raiva surgiu. Estou agradecendo à existência. Suas dádivas são inestimáveis. Nunca poderei retribuí-las. Três dias de fome, de sede, de falta de sono, com pessoas atirando pedras em nós...e, mesmo assim, não senti animosidade, raiva, ira, falta ou decepção. Só pode ser pela misericórdia e amparo da existência. Esses três dias me revelaram tantas coisas que não teriam sido mostradas se eu tivesse recebido comida, boas-vindas, abrigo e não tivessem atirado pedras em mim – e você me pergunta por que agradeço à existência ? Agradecerei à existência até quando estiver morrendo, porque mesmo na morte sei que a existência está me revelando mistérios que não mostra em vida, pois a morte não é o fim, mas o clímax da vida.

(Osho - Uma Farmácia para a alma)


"Você é feliz ?
Você sabe o que é felicidade ?
Ela é de origem hindu, critã ou muçulmana ?
A felicidade é simplesmente a felicidade.
A pessoa feliz, na verdade, não pertence a tempo algum.
O êxtase faz o tempo e o espaço desaparecerem.

A infelicidade pode lhe dar muitas coisas que felicidade não pode.
Ela alimenta sua personalidade, enquanto a felicidade é basicamente
um estado de ausência de personalidade.
Este é o problema, o verdadeiro dilema.

A infelicidade o torna especial.
Quando você está doente, deprimido, infeliz, os amigos vêm visitá-lo e consolá-lo.
Mas quando você está realmente feliz, o mundo se volta contra você.
A pessoa feliz é uma espécie de "afronta" à infelicidade alheia.

E, Naturalmente como o mundo é feito de pessoas infelizes, ninguém é corajoso o
bastante para suportar a humanidade torcendo contra.
É perigoso e arriscado.
Melhor agarrar-se à infelicidade.
Feliz, você é apenas um indivíduo.
Infeliz, você faz parte de uma multidão.

Olhe para sua própria infelicidade e observe que é algo que lhe traz respeito.
As pessoas ficam mais simpáticas e atenciosas, o que é muito estranho.
Se você insistir em ser feliz, vai virar alvo de muita inveja e as pessoas não serão nada amigáveis.
Elas se sentirão enganadas: você possui algo que não está ao alcance delas.
Assim aprendemos um mecanismo sutil:
reprimir a felicidade e expressar a infelicidade transformou-se em nossa segunda natureza."


"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que,
esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade".
Carlos Drummond de Andrade

                                                       Ausência
Vinicius de Moraes
 

Eu deixarei que morra em mim o desejo
de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida

E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto
e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque
em meu ser está tudo terminado.
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados

Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como uma nódoa do passado.
Eu deixarei ... tu irás e encostarás
a tua face em outra face

Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei a minha face
na face da noite e ouvi a tua fala amorosa

Porque meus dedos enlaçaram os dedos
da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos portos silenciosos

Mas eu te possuirei mais que ninguém
porque poderei partir
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.

Sentimentos
Rubem Alves

Somos donos de nossos atos,
mas não somos donos dos nossos sentimentos.
Somos culpáveis pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos.
Podemos prometer atos,
Não podemos prometer sentimentos.
Atos são pássaros engaiolados,
Sentimentos são pássaros em vôo...


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

                                      "Definitivo



Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."